A Chama

A Chama

A Chama

Calor, suor à pele gotejante,
um fogo a consumir sempre crescente
se como o fim da carne fosse urgente
vencida pela fome latejante!…

Deixando a boca seca, o corpo sente
o respirar tornar-se mais arfante
e na’lma, a brasa busca, relutante
fazer-se por queimar dentro da gente.

Inquieta a mente vaga e segue o canto
cativa do desejo incluso e tanto
que perde-se na chama em seu ardor…

É só vontade e vicio do querer
no qual ninguém se importa de morrer
ao se deixar levar por seu clamor!!…

Soneto: A Chama – Paulo Braga Silveira Junior – Junho/2017

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A Chama – Poesia em Sonetos

Inocência (Giuseppe Ghiaroni)

O homem, o monarca da existência,
fez tudo a bem do seu prazer egoísta.
Arrogou-se os direitos da conquista
e exigiu servidão e complacência.

Na mulher, pelas graças e a excelência,
demorou sobretudo a sua vista.
Foi plasmando a mulher como um artista,
e esmerou-se nas formas da inocência.

Mas a lei do castigo não se ilude.
Êle, o autor da inocência e da virtude,
procura-as na mulher inutilmente.

Procura o que plantou por egoísmo.
Colhe apenas uns galhos de cinismo
e descobre que é êle o inocente.

Beijos (Giuseppe Ghiaroni)

Eu beijo as lindas mãos da minha amada
e vou sozinho pela noite, ouvindo
o éco dos meus passos construindo
as muralhas da ausência na calçada.

Pois eu não sei que pérfida cilada
arma-lhe a vida que lhe está sorrindo,
mas sei que um rosto, quanto mais é lindo,
mais mostra a mágua, na expressão maguada.

Eu beijo as lindas mãos da minha amada.
Se ela sofrer, chorando de desgosto,
Pondo o rosto entre as mãos, desesperada…

Nêsse momento, como por encanto,
as suas mãos hão de beijar seu rosto
e os meus dois beijos secarão seu pranto!

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