A Chuva

A Chuva

A chuva

O céu se enegreceu e a chuva fria
chegou torrencialmente, inesperada…
Foi quando a vi, na beira da calçada,
brincando na enxurrada que escorria!…

Tão bela; a roupa já toda encharcada…
Enquanto olhava o céu também sorria
tomando a chuva intensa que caia
descontraída e até despreocupada.

Os pingos lhe beijavam todo o rosto,
desciam pelo seio ao tempo exposto
a deslizar-lhe o corpo em banho santo…

Eu, contemplando a chuva a lhe abraçar,
confesso sem ter culpa de pecar:
das gotas tive ciúmes sim, e quanto!…

Soneto: A Chuva – Paulo Braga Silveira Junior – Junho/2020

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CONTRADIÇÃO (Alfredo dos Santos Mendes)

Tenho meu coração amordaçado,
As asas lhe cortei p’ra não voar.
Não vá fugir de mim e te contar,
Quanto anseio que estejas a meu lado!

Quero que faças parte do passado.
Não quero mais de ti me recordar.
Quero rasgar lembranças, apagar…
O sabor do teu beijo apaixonado!

A luz do teu olhar, quero esquecer.
Teus lábios de carmim, não quero ver,
Desejando o calor dos lábios meus!

Eu não quero teu corpo desejar…
Mas quanto mais eu quero me afastar,
Mais desejo cair nos braços teus!

ENTÃO NÃO ME PROVOQUE (Alfredo dos Santos Mendes)

Eu sei que o tempo há muito já passou.
O tempo que ansiei que não passasse.
O tempo que quisemos que parasse…
Foi um tempo de amor que terminou!

Chama que nos queimava se apagou.
Foi como nossa vida se finasse.
E tudo à nossa volta desabasse,
E todo o nosso amor, se definhou.

Por favor o meu nome não evoque.
Se não me quer, então não me provoque,
Com seu arfar ardente de desejo.

Não quero mais sentir seus beijos loucos.
Seu sussurrar de amor e gritos roucos…
Pois posso me perder, num longo beijo!

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