A Flor

A Flor

A Flor

Colher desabrochando, a flor, eu quero
já pronta pra exalar o seu perfume
e desfrutar do encanto em pleno lume
das pétalas que exalam seu odor !…

Qual beija-flor no achego de costume,
sugar-lhe o mel vertente, com primor,
e, neste afeto dado em pleno amor,
deixar que o corpo meu ao seu se aprume.

A sépala ao redor dessa vertente
abrir aos poucos, delicadamente,
expondo, da corola, a úmida carne

e aos poucos, no roçar, firme e constante,
tornando-me, de tal momento, amante
deixar que ela, o total prazer, encarne!

Soneto: A Flor – Paulo Braga Silveira Junior – Julho/2020

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Reticências

#Poesia, #Poema e #Soneto

Remorsos (Odir Milanez da Cunha)

Que fiz da vida que nasceu comigo?
Por que o remorso pesa em meu passado?
Por que não me arrisquei ante o perigo,
para criar o que não foi criado?

Poderia ter sido mais amigo,
amar demais e ser bem mais amado,
poderia ter dito o que não digo
ou, em vez de dizer, ficar calado…

Dos dias me esqueci do entardecer.
Agora só me resta conhecer
que o futuro presente me reclui.

Se nas horas dos dias de crescer
eu sonhava com o que queria ser,
hoje sonho em ter sido o que não fui.

Sonho meu! (Odir Milanez da Cunha)

Ó sonho meu, por que sonhar te quis?
Antes de ti, tranquilo, eu me deitava
com meus sonhos sem ser, onde eu sonhava
a inocente ilusão de ser feliz!

Por que sonhei contigo, vis a vis,
se distante de mim teu vulto estava?
Ó sonho meu, eterno eu te estimava,
sem me saber de sonhos aprendiz!

Tranquiliza teus transes! São tristonhos!
De meu azul fizeste um céu de giz,
anuviando as cores dos meus sonhos…

Dá-me à noite uma nova diretriz,
mesmo sabendo a sonos enfadonhos…
Ó sonho meu, por que sonhar te quis?

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