Abraços

Abraços

Abraços

Senti tão forte a falta dos abraços;
confesso nunca haver imaginado
que os tais até, talvez, no inesperado,
pudesse dar de alento aos meus cansaços!…

Agora eu tanto anseio o enlace dado
nesse aconchego afável dos teus braços
se como, nos unindo firmes laços,
o amor eterno fosse confirmado

e, sobejando em nós, sempre infinito,
trouxesse o coração em paz, contrito,
nesse amarrar de sonhos que ele traça…

Sem ti sofro a distância que se impõe;
contudo, ao caos que em mim se contrapõe,
saudades do teu colo, enfim, me abraça!

Soneto: Abraços – Paulo Braga Silveira Junior – Junho/2020

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A CASA ONDE MOREI (Sá de Freitas)

Casa vazia, cheiro de lembrança…
Abri a porta e ela rangeu saudade,
Então supus que, apesar da idade,
Me tornaria aos tempos de criança.

Tola suposição, pois a mudança
Que o tempo faz transforma a realidade
Em névoa apenas, que avança e invade
A nossa mente onde a ilusão medrança.

Antes voltado lá eu não tivesse,
Para sentir o nada que foi tudo,
Num tempo bom que a gente não esquece.

A saudade, ao sair, lá deixei presa,
Para não sofrer tanto, mas, contudo,
Fechei a porta… Ela rangeu tristeza.

NOS BRAÇOS DA SAUDADE (Sá de Freitas)

Olhando pelas frestas dos meus dias,
Que já se foram pela vida afora,
Apenas vejo a luz daquela aurora
Da juventude, em sobras fugidias.

E agora a enfrentar as noites frias,
Neste vazio em que minha alma chora,
Busco os momentos que já foram embora,
Mergulhando a memória em fantasias.

Ah! Tempo que se foi! Por que deixaste
Essas recordações, por que guardaste
Tantas coisas da minha mocidade?

Resta-me agora, após lindas andanças,
Adormecer no leito das lembranças
E acordar nos braços da saudade.

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