Aconchego

Aconchego

Aconchego

Faz frio nessa manhã!… Sinto saudade…
Me vens como aconchego ao pensamento
tal como se me ouvisse esse lamento
que pouco a pouco, o peito meu, invade.

Meu coração instiga o sentimento
pedindo que eu me renda à essa vontade
de ti buscar em meio à tempestade
do caos que o mundo vive esse momento,

mas a razão me impõe outros cuidados
e grita-me juízo em altos brados
pedindo o afastamento e a prevenção…

Sem paz, por estes rogos dividido,
eu fico ainda mais triste e aqui perdido
sem do aconchego teu e em solidão!…

Soneto: Aconchego – Paulo Braga Silveira Junior – Maio/2020

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A VOZ DA SAUDADE (Bernardina Vilar)

Se cai a noite plácida, serena,
Tão branca de luar — doce magia…
A carícia da brisa torna a cena
Num requinte envolvente de poesia.

O azul do céu de uma beleza extrema
Povoado de estrelas irradia,
E qual o encantamento de um poema
Faz palpitar sutil melancolia.

No coração da mata um mocho pia
Rompendo a solidão num tom dolente,
Como um canto de amarga soledade.

E o coração da gente silencia
Porque mais alto que sua voz ardente
Fala a voz merencória da saudade.

SINOS (Bernardina Vilar)

Quebrando a solidão do campanário
Tange o sino a vibrar festivamente
Agita-se a cidade e este cenário
Faz palpitar o coração da gente.

Mas se segue um cortejo mortuário
O sino bate dolorosamente
Seu planger é a música de um fadário
Que dói em nosso peito amargamente.

Também dentro de nós bimbalha um sino!
É o coração que canta alegre hino
Quando a vida nos traz felicidade.

Mas se a dor nos crucia a alma ferida
Plange o sino em canção triste, dorida
Nos aflorando um pranto de saudade.

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