Agressões

Agressões

Agressões

Te ferem tantas vezes nessa vida
e muitas agressões nem têm sentido;
vem delas toda mágoa ao proferido
deixando a alma triste e ressentida.

Melhor não revidar o mal contido
numa agressão, qualquer que tenha sida,
e relevar o tom de quem te agrida
por mais te sangre o peito, em dor, ferido.

Prefira combater o mal com bem
pois que feristes outros mais, também,
no decorrer da vida bruta e dura…

Que a decisão te seja intencional
e ames porque frente a qualquer mal
somente o amor é que promove a cura!

Soneto: Agressões – Paulo Braga Silveira Junior – Julho/2020

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Esperança

Poesia, Poema e Soneto

Angústia (Humberto Rodrigues Neto)

Supor em ti um céu sutil, de bens extremos,
te idolatrar, cativo sempre a um sonho insano
é cultivar no íntimo d’alma o acerbo dano
de não gozar, do amor em si, os bens extremos.

Nosso romance, que eu em sonho inda profano,
mas que nós dois por puro e limpo concebemos,
jamais leremos sem que a letra em que o grafemos
omita os verbos do ancestral pecado humano!

Como alhear-me a esta ansiedade intensa e louca
de ter nos lábios a carícia da tua boca,
e ao teu fascínio me fingir de indiferente?

Jamais me peças pra esquivar-me à sedutora
ânsia de ter-te, pois pra tal preciso fora
dar-me à renúncia de te amar tão loucamente!

Caminhada (Humberto Rodrigues Neto)

Eu ao teu lado e tu pelo meu braço,
parece um sonho percorrer a vida…
é como se ela fosse uma avenida
cheia de luz e pródiga de espaço!

Um beijo aqui, um riso ali, um abraço,
uma carícia a custo reprimida;
um sopro: “meu amor!” Outro: “querida!”,
depois o sono, em tépido mormaço…

Mal a alvorada a serra ao longe azule,
e o sol aloire da janela o tule,
eis-nos trilhando a mesma e doce estrada…

Vivamos, meu amor, que a vida é imensa,
até que surja alguém que nos convença
que o paraíso fica além do nada!

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