Aquelas Mãos – Aládia Pereira de Almeida

Aquelas Mãos – Aládia Pereira de Almeida

Aquelas Mãos – Aládia Pereira de Almeida

Eram tão magras, feias e manchadas,
aquelas mãos que tanto bem faziam;
cheias de rugas e tão maltratadas
por afazeres que as consumiam.

As unhas quebradiças, sem pintura,
mas sempre limpas e muito curtinhas,
bem raramente viam manicura
ou cremes que as tornassem mais lisinhas.

Eram mãos que se davam com carinho,
distribuindo o amor em seu caminho,
tanto aos estranhos quanto aos entes seus.

As mãos de minha mãe, quanta saudade!
Obras de arte, extrema raridade,
que estão no acervo do museu de Deus.

Aquelas mãos - Aládia Pereira de Almeida

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