Barco

Barco

Barco

O barco segue em meio à tempestade
e, porque embarco nele, eu me pergunto
se a tempestade vai no barco, junto,
ou ele é quem, a tempestade, invade!

A cada pensamento que eu rejunto
me falta o tempo e sobra-me saudade,
pequena em pranto, grande em quantidade
pra que de amor não falte nunca assunto.

Enjoo, às vezes; noutras sou parceiro
de estrelas salpicando o céu inteiro
e brilho na paixão em mim contida…

Tumultuado barco; nau sem rumo,
engano vindo em sonhos de consumo…
Estranha solidão me dada… Vida!

Soneto: Barco – Paulo Braga Silveira Junior – Julho/2020

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Ainda (Antonio Roberto Fernandes)

Espero que você me ame ainda
no dia em que bater à sua porta
e lhe dizer que, agora, só me importa
livrar-me, enfim, desta saudade infinda.

E ver no seu olhar que me conforta
e ouvir de sua boca doce e linda
que esta minha presença foi bem-vinda,
que sua casa ainda me comporta.

Aí, então, num demorado beijo,
terei pena de quem tem por desejo
conquistar o dinheiro, a sorte, a fama,

Pois nada terá tal encantamento
do que, depois de tanto sofrimento,
ouvir você dizer que ainda me ama.

Emoção (Antonio Roberto Fernandes)

Quando não há mais nada a ser falado,
quando os olhares não se cruzam mais,
é hora de se ver que há algo errado
nos relacionamentos conjugais.

Já não importa aí quem é culpado,
nada resolvem cenas passionais
nem simpatias contra o mau-olhado
ou conselheiros matrimoniais.

É o fim. Pronto. Acabou. Não tem mais jeito.
Se, de emoção, um dia ardeu o peito
que dela reste uma lembrança boa.

Não se deve é fechar-se numa esfera,
sem ver que pode estar à nossa espera
outra emoção no olhar de outra pessoa.

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