Café com Leite

Café com Leite

Café com Leite

O tom da pele, assim, café com leite,
te faz mulher gostosa ao paladar
e bem que eu quero te experimentar
pra teu prazer e, certo, meu deleite!

O encontro a dois, paixão, noite em luar,
a tua nudez somente por enfeite
à espera que dos laços, pois, se estreite
a relação de amor mais par a par.

Hei de bebericar da tua fonte
até que o amanhã pra nós desponde
trazendo viva a sede e acesa a chama…

De ti tomar as rédeas da vontade
e, após matar a fome que te invade,
tomar café com leite em tua cama!

Soneto: Café com Leite – Paulo Braga Silveira Junior – Julho/2020

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Pobre (Bernardina Vilar)

Pelas ruas da vida vai seguindo
A pobreza nos ombros carregando;
Mas não fraqueja sempre prosseguindo
Com coragem, outros pobres ajudando.

Reparte o pão que ganha, assim sentindo
Não ser tão pobre. Mas se está faltando
O necessário, vai admitindo
Que outro amanhã melhor lhe vai chegando.

Guarda escondido dentro de su’alma
De um tesouro de amor a rica palma
E a nobreza de um grande coração.

Nem se compara àquele rico nobre
Que realmente é o verdadeiro pobre:
Pobre de espírito e pobre de ação.

O Beija-Flor (Bernardina Vilar)

Volúvel, irrequieto, peregrino,
Rápido e breve como é breve a aurora
Esvoaças de leve, pequenino,
Beija uma flor e outra e vai embora.

Assim, com traquinices de menino
Que não pode parar nem se demora
Rodopia ao calor do sol a pino,
Nas tardes ou manhãs, a qualquer hora.

Qual leve pluma que no espaço adeja
Numa doce carícia eis que voeja
Aspirando a delícia dos olores.

Na beleza da tua profissão
Como és feliz cumprindo esta missão
De beijar sem cessar todas as flores!

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