Culpado

Culpado

Culpado

Chegaram, cedo até, as consequências
e fiz-me delas todas o culpado
embora isso já fosse o esperado
por tantas outras claras evidências!…

Assumo isso de papel passado
sequer deixando para trás pendências;
sou réu, mesmo que contra as aparências,
e por mim mesmo, em tudo, condenado.

Assim fica mais fácil; assim prefiro
pois que ameniza as cargas de quem firo
com esse jeito meu contrário a tudo…

Se falo, é porque eu disse e estou errado,
mas também levo a culpa do pecado
se, para não ferir, me ponho mudo!

Soneto: Culpado – Paulo Braga Silveira Junior – Julho/2020

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Alguém (Amilton Maciel Monteiro)

Por muito tempo eu procurei o amor,
mas ele sempre se esquivou de mim.
Cheguei a achar que desse bem, enfim,
sequer iria ver discreta cor!

De tanto procurá-lo em vão, por fim
o imaginava tal como um vapor
que nem bem surge, foge do calor,
e, então desaparece, assim, assim…

Mas há algum tempo, encontrou-me alguém
que me levou a procurar o bem;
e tal mudança me surpreendeu!

Pois ao buscar o bem (que interessante!),
cruzei com imenso amor no mesmo instante,
e agora, bem feliz, sou outro eu!

Amor platônico (Amilton Maciel Monteiro

Eu vou ser breve por estar afônico,
de tanto que implorei por teu querer…
Também já estou cansado de sofrer
com nosso vai não vai de amor platônico!

Em minha vida fui jamais irônico;
és meu amor de fato, podes crer!
Me aceita por esposo, que vais ver
como é que é ter marido faraônico!

A casa tu já tens… É só morar…
Teu ordenado é bom! Vai sustentar
nós dois e mais ainda a tua sogra…

Então, qual o porquê do teu pavor?
Casemos logo, pois senão malogra
o plano que sonhei, meu grande amor!

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