De frente – Soneto (Paulo Braga Silveira Junior)

De frente – Soneto (Paulo Braga Silveira Junior)

De frente – Soneto (Paulo Braga Silveira Junior)

De frente a olhei como quem sente fome
e a desejei por ceia preferida…
Essa vontade à carne, então, sentida
manifestou-se, em meu olhar, presente!

Ela me olhou e lhe notei perdida
entre o desejo seu, em cio fremente,
e a insegurança deste decorrente
que já a deixara, outrora, tão ferida.

Bastou, de um beijo, o gosto da paixão
pra despertar-lhe o fogo do tesão
e se entregar voraz como uma fera…

Se deu, de frente e costas, por inteira
e, desde então, feliz, bela e brejeira
de noite a encontro, nua, à minha espera!…

Soneto: De frente – Paulo Braga Silveira Junior – Março/2020

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O Relógio (Jordano Paulo da Silveira)

Uma vez, tando eu caçandu
meu relógiu pindurei
numa arvrica, ansim, de um anu…
Adispois nem me alembrei,

Quandu in casa eu fui cheganu
qui meu borçu eu aparpei,
vi qui tava mi fartanu…
Ói, di reiva inté chorei!…

Adispôis di si passa
uns sete anu, eu fui caçá…
Iscurtei um baruinhu…

Eu oiêi, intão, pruma árvuri
e avistei num gáio… Sarvi…
trabaiandu, o tar, certinhu!

De Caçadô (Jordano Paulo da Silveira)

Nho Zezé, porém, sintidu,
quando a istória si acabô
disse anssim nu pé du ôvido
du caboclo contado:

Ocê cózi bem cuzido…
Essa é só di caçadô.
Num é fatu acuntecido…
Ói, meu pêlu inté ripiô!

Um relógiu trabaiá
sete anu sem pará????
É mintira, Nho Taborda!

É mintira naum… Hahã…
Tudu us dia, dimanhã,
o macaco dava corda!

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