Dia

Dia

Dia

Foi um daqueles dias sem sentido
em que a alma fica quieta ao canto, muda,
exposta sem resguardo algum, desnuda…
Um dia pra se dar por esquecido!…

Busquei, pra dor em mim, de toda ajuda
trazendo ao pensamento o amor nutrido
mas não colhi dali qualquer ruído;
sequer imagens que, o sofrer, me acuda.

Então pautei meu versos na lembrança
do instante em que te vi ainda criança…
Voltei no tempo; à tarde que sorria…

O amor venceu por todo o tempo dado!…
Saber que tu me tens em ti guardado
mais suportável fez esse meu dia!…

Soneto: Dia – Paulo Braga Silveira Junior – Maio/2020

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CHÃO PARTIDO (Cleide Canton)

Minh’alma busca o sonho eternizado
de ver o bem no pódio da vitória,
traçando um novo rumo nesta História
que se perdeu num eixo mal traçado.

Minh’alma clama pela mesma glória
que já se viu em tempo já passado,
quando o certo imperava sobre o errado
e meu povo aplaudia a trajetória.

Havia ainda a crença e a esperança
num amanhã sereno e de bonança
entre as raças, os povos e as nações.

Esse meu mundo, um sonho amordaçado,
pecou demais, andou demais errado
e se encolheu nas malhas das cisões.

MESCLAS (Cleide Canton)

Verdes e azuis misturam-se no espaço
onde os sons não permitem dissonância
e os tempos se confundem na distância
e nos temas que fogem do cansaço.

O belo ainda persiste na constância
deixando ao largo as penas do fracasso,
voltado tão somente ao contrapasso,
distante dos apelos da arrogância.

Se agora não percebo essa beleza,
um dia ainda verei quanta riqueza
existiu ao redor do meu caminho

na lágrima rolada, sem sentido,
do coração que outrora foi partido
mas em momento algum ficou sozinho.

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