Dor

Dor

Dor

A dor nunca é legal nem é bonita
mas pra poder chorá-la com nobreza
a gente finge que ela tem beleza
nos versos que um poeta põe na escrita!

O amor, por entre o fel e a singeleza,
machuca, vezes tanta, a alma aflita
mas num soneto a dor dele descrita
se mostra suportável, com certeza.

Assim, colando rimas na ferida
amenizamos dores nesta vida
tal como só o poema, enfim, consegue…

Salvando as emoções, curando chagas,
poesias vão minando o mal das pragas
deixando que o amor, sem dor, navegue!…

Soneto: Dor – Paulo Braga Silveira Junior – Abril/2020

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Amar ( José de Abreu Albano)

Amar é desejar o sofrimento
E contentar-se só de ter sofrido,
Sem um suspiro vão, sem um gemido,
No mal mais doloroso e mais cruento.

É vagar desta vida tão isento
É deste mundo enfim tão esquecido,
É pôr o seu cuidar num só sentido
E todo o seu sentir num só tormento.

É nascer qual humilde carpinteiro,
De rudes pescadores rodeado,
Caminhando ao suplício derradeiro.

É viver sem carinho nem agrado,
É ser enfim vendido por dinheiro,
E entre ladrões morrer crucificado.

Mata-me (José de Abreu Albano)

Mata-me puro Amor, mas docemente,
Para que eu sinta as dores que sentiste
Naquele dia tenebroso e triste
De suplício implacável e inclemente.

Faze que a dura pena me atormente
E de todo me vença e me conquiste,
Que o peito saudoso não resiste
E o coração cansado já consente.

E como te amei sempre e sempre te amo,
Deixa-me agora padecer contigo
E depois alcançar o eterno ramo.

E, abrindo as asas para o etéreo abrigo,
Divino Amor, escuta que eu te chamo,
Divino Amor, espera que eu te sigo.

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