Dormes

Dormes

Dormes

Teu sono dormes, nua sobre o leito
entre os lençóis, em paz, roçando os seios
num respirar profundo e sem receios
tal como quando aninhas no meu peito!…

Há pouco eu encaixava entre teus veios
meu corpo, por tua carne arfante, aceito
e agora, ao ver-te farta, eu me deleito
olhando-te dormir sem mais anseios…

O meu olhar, tua pele, acaricia
beijando o ventre que me propicia
o que de mais sagrado ostenta o amor.

Tu dormes satisfeita, ao leito, nua…
Minh’alma roga em prece aos pés da tua
que nunca, da paixão, nos falte o ardor!

Soneto: Dormes – Paulo Braga Silveira Junior – Junho/2020

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ENTARDECER (Romildes de Meirelles)

A tarde cai. Num gesto de agonia
o céu se tinge de vermelho vivo…
Passa voando um pássaro furtivo
em busca de seu ninho. É o fim do dia…

Paira no ar atroz melancolia!
O fim da tarde torna-se lascivo,
e me faz triste, lasso e pensativo
imerso na mais funda nostalgia.

Nada perturba a doce mansuetude
do fim tarde.. é a paz em plenitude
que anuncia este belo anoitecer.

Para apagar o seu fulgor insano
o sol mergulha fundo no oceano…
… e a mão da noite embrulha o entardecer!

AS DORES DO MUNDO (Romildes de Meirelles)

Às vezes, quando imerso em nostalgia,
Pressinto no olhar o amargo pranto,
busco o arrimo seguro da poesia,
enxugo os olhos e feliz eu canto.

Mas quando a noite é tenebrosa e fria
e eu me agasalho sob um quente manto,
penso que passa, para meu espanto,
em minha rua uma criança esguia,

magra, despida, a tiritar de frio,
vejo um futuro tétrico e sombrio
para nosso universo moribundo

e sinto na alma tantos amargores,
que até penso, que herdei todas as dores
que existem espalhadas pelo mundo.

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