Entreguei

Entreguei

Entreguei

Eu me entreguei a ti como quisera,
de corpo, alma, mente e coração
pra comungar contigo da paixão
que a força do destino propusera!…

Te deste ao pleno gozo da emoção
tal como fêmea, gata ao cio, a fera
disposta ao puro amor, à minha espera
sedenta de vontade em eclosão.

Confesso que completas quem eu sou
e, deste sonho farto, em pleno vôo,
me satisfaço em tê-la do meu lado…

Me aceites como estou; velho e maturo!
No ardor que se propaga em nós, te juro
que amar-te é fato posto e consumado.

Soneto: Entreguei – Paulo Braga Silveira Junior – Junho/2020

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ÀS VEZES (Joaquim Sustelo)

Às vezes pinto quadros virtuais
Pessoas… situações… com minha alma
A noite e seu silêncio, escura, calma,
Um rio em seu trajeto… tudo o mais…

Às vezes o mais simples dos sinais
Me dá telas da vida a colorir
O Sol no horizonte, a flor a abrir,
De estrelas, melodias… celestiais

São poemas que me surgem pelo espaço
Que põem de emoção o olhar baço
E vou retransmitir, se for capaz

Deleites de quem ama e se extasia…
Um mundo que em amor e poesia
Imagino a nascer pra nos dar paz.

LÁ LONGE… (Joaquim Sustelo)

Lá longe, onde se encontra a Primavera,
Das flores de quem não teve nem aroma,
Lá onde ter o Sol não é quimera
Ao dar calor a todos quando assoma,

Lá longe, nos confins da minha espera,
Onde se falará no mesmo idioma,
Será o homem anjo em vez de fera
E como um seu igual o outro toma

Lá longe… à distância de Infinito,
Terá lugar o sonho em que medito,
Lá onde pára o tempo e não há hora…

Será então feliz a Humanidade;
Num espaço que imagino sem idade,
“No céu, se existe um céu para quem chora.”

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