Espalho

Espalho

Espalho

Me espalho pela vida, falho, acerto,
e passo ao descompasso da rotina…
Assina o tempo, vezes me assassina,
pois, feito louco, segue a peito aberto!…

Quem crê na sina a vê, talvez, cretina
e torce que dê certo o amor, decerto;
com céu aberto ou não, de azul coberto,
dê linha fina ao que o destino afina.

Traz forma ao caos, ação, transformação,
supor, se eu pôr de cor meu coração,
que a vida aqui vivida vale a pena…

Eu paro um pouco e oro, enfim me amparo
e, desse rio, eu rio em desamparo
à cena que o viver aqui me encena!…

Soneto: Espalho – Paulo Braga Silveira Junior – Abril/2020

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Poesia, Poema e Soneto

Riso para Gil (Paulo Leminski)

teu riso
reflete no teu canto rima rica
raio de sol
em dente de ouro

“everything is gonna be alright” teu riso
diz sim
teu riso

satisfaz

enquanto o sol
que imita teu riso
não sai

Amar você é coisa de minutos… (Paulo Leminski)

Amar você é coisa de minutos
A morte é menos que teu beijo
Tão bom ser teu que sou
Eu a teus pés derramado
Pouco resta do que fui


De ti depende ser bom ou ruim
Serei o que achares conveniente
Serei para ti mais que um cão
Uma sombra que te aquece
Um deus que não esquece


Um servo que não diz não
Morto teu pai serei teu irmão
Direi os versos que quiseres
Esquecerei todas as mulheres
Serei tanto e tudo e todos
Vais ter nojo de eu ser isso


E estarei a teu serviço
Enquanto durar meu corpo
Enquanto me correr nas veias


O rio vermelho que se inflama
Ao ver teu rosto feito tocha
Serei teu rei teu pão tua coisa tua rocha
Sim, eu estarei aqui

Código HTML do E-book Coletânea de Sonetos Românticos Sonetos Dalma

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