Esperança

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Esperança

Alguns têm esperança em que a ciência
é que trará, pra tudo, a solução;
já outros, por não terem pés no chão,
confiam só na própria consciência!…

No místico há quem, de coração,
espere das estrelas a regência
que trate do destino com clemência
para evitar o caos e a confusão.

A minha espera plena é no Senhor
e na palavra exposta em Seu amor
que já provou-me ser eficiente…

Essa esperança minha na promessa
se dá porquanto n’alma, em fé confessa,
valeu-me o esperar em Deus, somente!

Soneto: Esperança – Paulo Braga Silveira Junior – Julho/2020

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Saudade (Edir Pina de Barros)

Canto a saudade que me habita o peito,
e sem pedir licença em mim se aninha,
que se agiganta quando estou sozinha
pensando em ti, no sonho meu desfeito;

que deixa o meu olhar opaco, estreito,
e torna a minha vida tão mesquinha,
sem ver um novo amor que se avizinha,
e que me inunda os olhos quando deito;

saudade que me esmaga toda, inteira,
como se fora a grande mestra oleira
a modelar meu pobre ser tristonho.

Saudade! Ai! Saudade que me invade,
demais tu me machucas, ó, saudade,
que sangro sobre os véus do etéreo sonho.

Reflexões (Edir Pina de Barros)

Por que será que o tempo não tem pena
de nada e de ninguém? Consome tudo,
intrépido, insensível, tão sanhudo,
voraz, bem mais voraz do que uma hiena.

Nada perdoa. Nada! É duro, rudo…
A tudo e a todos – por igual — condena
à finitude. Mas não sai de cena,
não envelhece, passa firme e mudo.

Por que será? Senhor da vida e morte,
diverso em sua essência, sua sorte,
por tudo passa e vive em cada mito…

Oh! Tempo! Tempo! Impávido e faminto,
primeiro nos dá mel, depois absinto,
executando sempre o infindo rito.

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