Esquecer

Esquecer

Esquecer

De fato, te esquecer é o que preciso
e tenho, dentro em mim, essa intenção
me agonizando atroz o coração
tão incansavelmente sem juízo!

Botar um fim de vez, sem isenção,
se faz urgente e agora o priorizo
pra que se apague a luz do teu sorriso,
o fogo do desejo, essa paixão…

Vou te arrancar de mim a qualquer preço
nem que eu me tenha de virar do avesso;
matar-te pra manter a mente sã,

mas vem teu corpo nu ao pensamento,
teu gosto, teu perfume… Insisto…Tento…
Preciso te esquecer, mas amanhã!

Soneto: Esquecer – Paulo Braga Silveira Junior – Julho/2020

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LXV (Maria Thereza Cunha de Giacomo)

Quero lembrar, como tesouro estranho,
tudo o que tive, tudo o que perdi:
Cartas, retrato, anel, cofre de estanho.
Livros: os teus; o que te ofereci.

O sorriso, os vestidos e o castanho
Cacho. Eas verdades que jamais menti…
E, em páginas inúteis, o rebanho
Dos versos, que no aprisco recolhi.

O frasco de perfume, já vazio!
O xale dado — mas contra que frio?… —
… Roxa orquídea, a florir chaga, em meu peito.

— Oh! Meus sonhos e tão poucos objetos
Dos dias tão vazios, tão repletos,
De que faço o inventário insatisfeito!

LXX (Maria Thereza Cunha de Giacomo)

Amo-te em flor, madura! E me transmuto!
Amo-te! E sou a mesma. E sou deposta…
Da minha juventude de um minuto?
Eis: toda a minha vida por resposta!

Em mim me debruçando inda te escuto
A voz; e vejo o vulto, inda que oposta…
São tuas minhas flores, teu meu fruto
E minha mão na tua resta posta…

Sou tua na madura idade augusta
Que custou minha vida! E que me custa
Tempo inútil de sonho e de saudade…

Viesses, pelo tempo mal passado,
E desabrocharias, meu amado,
A floração da tarda mocidade!

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