Fêmea

Fêmea

Fêmea

A fêmea é quem escolhe o seu parceiro
e só se entrega a quem do seu agrado!
Me cabe, pois, desse penar, o fardo
de conquistar a dama, então, primeiro!…

Fatigo a espera e anseio alguém ao lado
que tenha à pele tanto e igual braseiro
pra dividir a carne, o abraço, o cheiro,
e dar tanto prazer quanto o esperado.

Sucumbo à solidão do meu calvário
a me acabar no vício solitário
sonhando com aquela que eu quiser…

Quem dera o encaixe pleno, o arfar gemido,
suspiros fartos do prazer sentido
na aceitação servil de uma mulher!…

Soneto: Fêmea – Paulo Braga Silveira Junior – Julho/2020

POESIA EM SONETOS

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Súplica (Maria Thereza de Andrade Cunha)

Sofro. Nos ramos tontos e sombrios,
Onde a noite escondeu fantasmas, passa
O vento. A lua, muito calma e baça,
No chão estira os ráios doentios…

— Oh! Vento errante, oh! Vento que, em negaça,
A noite enches de sons e de arrepios,
Tenho o corpo febril; com dedos frios,
Afaga minha fronte ardente e lassa!

Pêla janela escancarada e enorme
Entra! vibrando golpes impetuosos,
Marca-me o corpo, como rude açote!

E, enquanto, fora, a noite imensa dorme,
Os teus dedos gelados e nervosos,
Mergulha em meus cabelos cor da noite!

Desejo (Maria Thereza de Andrade Cunha)

Na grande exaltação que me tortura,
porque desejo tanto e inutilmente,
o teu amor apenas me consente
a carícia das mãos, suave, pura…

Nunca um beijo de amor. Nunca doçura
de um longo beijo, rubro, e insano, e ardente.
Nunca teu braço, apaixonadamente,
ao redor de meus ombros, da cintura…

Apenas tuas mãos postas nas minhas.
— Por que não vês, porque não adivinhas
tudo que, em vão, meus lábios já sonharam?…

… Ah! quando a sós estou, Deus! como louca,
Num beijo insatisfeito esmago a boca
nas minhas mãos, que as tuas afagaram!…

COLETÂNEA ENTRE 2300 SONETOS DO AUTOR

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