Flor do Campo

Flor do Campo

Flor do Campo

Pequena flor do campo ao sol plantada
se aventurou pras terras em redor
buscando o saciar-se mais, melhor,
nos ares fora de onde cultivada!…

Eis que um carvalho velho e bem maior
lhe despertou cobiça à sombra dada
e logo ela se viu nele enredada
na entrega feita, plena e, enfim, de cor!

Ele a cobriu fincando-lhe a raiz,
e desfrutou-lhe o néctar quanto quis
num dividir da seiva, a dois, vertida…

Na relva verdejante onde ela deita
se deleitou até ter satisfeita
a fome por prazer, sempre incontida!

Soneto: Flor do Campo – Paulo Braga Silveira Junior – Junho/2020

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A ÚLTIMA CARTA (Aníbal Nobre)

Deu meia noite! Insônia… Ansiedade…
O lume, na lareira, crepitava…
Peguei numa caneta que ali estava
Na esperança de escrever toda a verdade!…

Era já mais Amor do que Amizade
O que a sua beleza me inspirava…
Mas para confessar que tanto a amava
Faltava-me, talvez, maturidade…

Dez cartas que escrevi, logo rasguei;
E dez vezes, também, recomecei
P’la madrugada fora, até ser dia…

…Foi a última carta que escrevi,
Mas após as mil vezes que a reli,
Lancei-a na braseira que morria!…

CARTA NUNCA LIDA (Aníbal Nobre)

Encontrei numa arca já sem cor,
num sótão poeirento, há muito herdado,
entre selos, papéis, versos de amor,
um pequeno envelope ‘inda fechado.

Abrindo-o fiquei muito intrigado,
pois encontrei no seu interior
uma carta de amor não disfarçado
sem qualquer referência ao seu autor.

Não sei, também, a quem se destinava,
mas sei que era de alguém que muito amava
sem ser correspondido, pela certa.

Dizia a terminar: “Por compaixão
responde-me dizendo Sim ou Não…”
— E a carta nem sequer estava aberta!…

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