Incompreensão – Soneto (Paulo Braga Silveira Junior)

Incompreensão – Soneto (Paulo Braga Silveira Junior)

Incompreensão – Soneto (Paulo Braga Silveira Junior)

Constante a incompreensão e rotineira;
já não me preocupo e nem me atento
pois que, haja visto, é folha solta ao vento
e discutir por tal só dá canseira!…

Reservo, então, pra mim meu pensamento
como a opção, de toda a paz, primeira;
se, o que vital, pros outros é bobeira
eu me reservo por calar. Lamento.

Farei, dos atos meus, o testemunho
do amor escrito n’alma em próprio punho
por quem me amou não pondo restrições…

Amando, sem palavras, tão somente
direi ao mundo o quanto que eu sou crente
no Filho que hoje habita corações.

Soneto: Incompreensão – Paulo Braga Silveira Junior – Março/2020

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Existe uma floresta (de Alma Welt)

Existe uma floresta dentro em nós
Que contém todos os medos e mistérios.
E remonta às priscas eras dos avós
Com seus contos de abadias, cemitérios…

Já minha avó costumava me contar
Histórias que eu não levaria adiante
Se tivesse eu na vida o meu infante
E me pedisse no serão, após jantar:

“Mãe me conta a da relva-cabeleira
Que cantava: “pelo figo da figueira…”
Jardineiro não me cortes o cabelo…”

Filhinho meu, quem tais horrores lhe contou?
Terei sido eu mesma em desmazelo,
Pois que tal conto sinistro me encantou?”

A Feiticeira (de Alma Welt)

A uma légua do nosso casarão
Vive aquela bruxa feiticeira
Que o povo diz ter parte com o Cão
E ficaria insone a noite inteira.

Junto dela permanece o grande bode
Que é seu conselheiro ou consultor
E com cujos feitiços ninguém pode
Quando se trata de ódio ou de amor.

Mas eu fui lá um dia e só encontrei
Conversando com Tomaso, nosso frei,
Uma pobre velhinha muito meiga.

E não havia ali coisas macabras,
Um bodinho, sim, e umas cabras
Cujo leite nos serviu, pão e manteiga…

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