Inquieta

Inquieta

Inquieta

Amanheceu inquieta, o corpo quente
a transpirar desejos da libido;
sequer notou da pele o seu rugido
clamando o amor, pra seu prazer, urgente!

A tentação soprando-lhe no ouvido,
o contrair da vulva intermitente…
Apelos da paixão subindo à mente
buscando, ardente, o fruto tão proibido.

Ele a beijou nos lábios, no pescoço,
e ela sentiu na carne o alvoroço
do corpo, ao toque dado, e se rendeu…

Gemeu por todo o instante, arfou no cio
o orgasmo vindo como um mar bravio
e, enfim, por satisfeita, adormeceu!…

Soneto: Inquieta – Paulo Braga Silveira Junior – Maio/2020

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DOR SUPREMA (Emiliana Delminda A. Sgueglia)

É noite… Chove… A lua, envolta em névoas, sonha
no amplo e deserto céu. Do meu quarto sombrio,
eu, romeira sem fé, na solidão medonha,
o cadáver de um sonho emocional vigio.

Eu!… Quem sou eu? — Não sei! Talvez que me suponha
a turba, um ser demente, um pobre ser doentio…
Porque não sabe a lenda exótica e tristonha
que há nas sombras ferais do meu nublado estio.

E vai a noite a meio… e as folhas, uma a uma,
nos soláos de minh’alma o pensamento exuma,
divagando revel pelas regiões de outr’ora.

E eu quisera, relendo o malfadado poema,
na suprema aflição de minha dor suprema,
livremente chorar, como esta noite chora.

RELÍQUIAS (Emiliana Delminda A. Sgueglia)

Nesta velha caixinha abandonada,
que a mão do tempo fez mudar de cor,
retalhos de minh’alma emocionada
guardei, outr’ora, com carinho e amor…

Relíquias… Eram cantos da alvorada,
e hoje traduzem nostalgia e dor.
Restos mortais de uma ilusão doirada,
vago perfume de sidérea flor.

Ai! Tudo o vento do destino leva!
A luz se apaga e, a divagar em treva,
eram lembranças que doridas são!

Na vida é tudo assim! Tudo envelhece
mas dentro d’alma o sonho não fenece
e o coração… é sempre o coração.

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