Intimidade

Intimidade

Intimidade

É muito mais que sexo a intimidade
e vai além do cio e da paixão;
transcende e passa toda essa ilusão
de que é somente a carne e a vil vontade!…

Tem mais a ver com alma e coração,
com dividir total cumplicidade;
produz o expor-se nu, sem falsidade,
e não sentir vergonha da emoção.

A intimidade é o riso dividido;
a fome, a luta, o instante repartido
e a ideia ao pensamento feita a dois…

É se entregar ao outro por destino
se entrelaçando ao tempo peregrino
sem que remorso algum venha depois!

Soneto: Intimidade – Paulo Braga Silveira Junior – Junho/2020

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SEREI NOITE (Ronaldo Cunha Lima)

Busco caminhos. E que me conduzam
à presença distante e imaginada.
Esses caminhos que somente usam
os que procuram a mulher amada.

Como não sei qual foi a sua estrada
nossos caminhos, hoje, não se cruzam.
Mas recebo sinais que já acusam
que ela se escondeu pra ser achada.

Vou procurá-la nas manhãs da vida,
nas belas tardes, pois, mesmo escondida,
eu haverei de ouvir a sua fala.

Eu quero vê-la. Eu preciso vê-la
e se ela se esconder em alguma estrela
eu serei noite pra poder guardá-la.

RUA SOLIDÃO (Ronaldo Cunha Lima)

O passado alfombra sombra que se aflora
e passo a passo junto a mim cultua
degredos e segredos de uma rua
que foi festiva e é silêncio agora.

Sombra que alenta o tempo e rememora
o debruar do amor que me insinua
a rua que em sonhos continua
sendo dela, que nela já não mora.

Paramos, sombra e eu, em seu portão.
À sombra a me lembrar nosso passado
e eu para vê-la e lhe pedir perdão.

Mas a casa é silêncio e negridão.
E sombra e eu, volvemos, lado a lado,
aos desandos da rua solidão.

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