Loirinha

Loirinha

Loirinha

O sol brilhando a luz em ti, loirinha,
beijava os teus cabelos com carinho
e desse encanto que eu aqui sublinho
irradiava amor nessa alma minha!…

Olhar matreiro, franja em desalinho,
sorriso que, trazendo paz, me vinha
num corpo que todo o prazer continha
qual fosse, para o meu, o exato ninho.

Por trás desse menina eras mulher
que faz do homem seu o que bem quer
e fui dos teus caprichos mero escravo…

Por fim tomou-me inteiro de paixão
e me perdi de todo o coração
na guerra entre o bom senso que hoje travo!

Soneto: Loirinha – Paulo Braga Silveira Junior – Junho/2020

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110 NOVOS SONETOS

Poesia, Poema e Soneto

Sobrevivendo (Maria João Brito de Sousa)

“Ele fez-se anunciar. E veio rude”
Nas vergastadas de Éolo, em protesto
Contra quem lhe resiste e desilude
A prepotência do tirano gesto.

“Pelas serras, cobrindo a negritude”,
Sobra um resto de verde. Ainda um resto,
Como se nos bastasse essa atitude
De um verde resistente, firme, honesto.

“Arvoredo já nus gemem lamentos”
Sobre os terrenos pardos, lamacentos,
E sobre os tiritantes caminheiros;

“Enquanto lá por fora ainda neva”,
Cá por dentro, rebelde, enfrento a treva
Nas glosas e na cinza dos cinzeiros…

Os Pescadores (Maria da Encarnação Alexandre)

Saem para alto mar, os pescadores
Nos barcos levam redes pro pescado.
Esquecem alegrias e até dores
E enfrentam o mar bravo, revoltado

Fazem daquela noite os cobertores.
Pla aurora com o barco carregado
vendo já o horizonte doutras cores
Voltam ao areal tão almejado

Descarregado, o peixe vai pra lota
E de voo rasante uma gaivota
Junta-se à cerimónia num bailado

Venha cá ver freguês, peixe fresquinho
De boa qualidade. Baratinho!
Chamam quem quer comprar; neste cantado

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