Loucura – Soneto (Paulo Braga Silveira Junior)

Loucura – Soneto (Paulo Braga Silveira Junior)

Loucura – Soneto (Paulo Braga Silveira Junior)

Loucura foi nos vermos lá na infância
e nos amarmos desde o mesmo instante…
Apenas contemplar-te foi bastante;
impregnou-se em mim a tua fragrância!

Se fez na adolescência, o amor, constante
mantendo o seu vigor em abundância.
Imposta a nós, depois, grande distância
sobreviveu intenso e ainda vibrante.

O tempo te tornou Mulher tão linda,
ardente, sensual, parceira infinda
mas inda, n’alma, uma criança pura…

Envolves-me nas teias da paixão
e nos fartamos do prazer que, então,
o amor nos dá qual fosse em nós loucura!

Soneto: Loucura – Paulo Braga Silveira Junior – Março/2020

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Tenta-me de novo (Hilda Hilst)

E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.

Canção (Cecília Meireles)

Não te fies do tempo nem da eternidade,
que as nuvens me puxam pelos vestidos
que os ventos me arrastam contra o meu desejo!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã morro e não te vejo!
Não demores tão longe, em lugar tão secreto,
nácar de silêncio que o mar comprime,
o lábio, limite do instante absoluto!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã eu morro e não te escuto!
Aparece-me agora, que ainda reconheço
a anêmona aberta na tua face
e em redor dos muros o vento inimigo…
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã eu morro e não te digo…

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