Madrugada – Soneto (Paulo Braga Silveira Junior)

Madrugada – Soneto (Paulo Braga Silveira Junior)

Madrugada – Soneto (Paulo Braga Silveira Junior)

Na madrugada insone o que se tem
é: paranoia, um bom tesão, saudade
e uma teoria que, o pensar, invade
a imaginar onde estará alguém!…

Comigo, então, é sempre assim. Verdade!
Te busco aqui, feito um maluco em quem
toda a loucura de um luar lhe vem
pra abduzir, de vez, a sanidade.

E na saudade busco e te seduzo,
te dispo toda, beijo, afago e abuso
até te ter, enfim, por satisfeita…

Tu me recebes, plena, à madrugada
tal como a lua, nua e enamorada,
e o gozo teu minh‘alma em paz aceita!

Soneto: Madrugada – Paulo Braga Silveira Junior – Março/2020

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Poesia, Poema e Soneto!

Os Poemas (Mário Quintana)

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti…

Memória (Carlos Drummond de Andrade)

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Ai de quem ama (Vinícius d Moraes)

Quanta tristeza
Há nesta vida
Só incerteza
Só despedida

Amar é triste
O que é que existe?
O amor

Ama, canta
Sofre tanta
Tanta saudade
Do seu carinho
Quanta saudade

Amar sozinho
Ai de quem ama
Vive dizendo
Adeus, adeus

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