Me diga

Me diga

Me diga

Me diga com total sinceridade
qual foi o instante em que, pra ter a vida,
tu destes ordem, pura e desmedida,
pro coração vir a bater… Verdade?

Foi tua a decisão ver permitida
a história posta à frente em quantidade
e definistes dias por vontade
que assim se desse a trama consentida?

É teu domínio o ar que tu respiras
ou teu viver é feito de mentiras
por fruto da arrogância que te impera?!…

Se negas que foi Deus que assim o quis
a essência do teu ser te contradiz
provando o inferno em vida que te espera!

Soneto: Me diga – Paulo Braga Silveira Junior – Junho/2020

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BANCARROTA (António de Sousa)

Esperei por mim em vão, suando rezas,
pragas, versos sutis, ruivas saudades,
Arrastei minhas horas indefesas
entre chusmas e fundas soledades.

Tive palácios de imortais certezas
com seus jardins de passear vaidades;
virtudes compassadas e burguesas
e dor sem nome, como o preso às grades.

Fui o fiel-conviva-de-banquetes,
o pálido-com-alma-pra-vender
nos mercados dos filhos de seus pais…

Subi-me ao céu nas canas dos foguetes,
fiz-me ladrão de sonhos, pra vencer,
e sei apenas que não posso mais!

CRÉDITO (tardio…) (Maria João Brito de Sousa)

“Esperei por mim em vão, suando rezas,”
quando era o verbo quem por mim esperava
e descobri-me cega e de mãos presas
a todas essas rezas que rezava…

“Tive palácios de imortais certezas”
feitos de um barro que ninguém moldava,
povoados por monstros e princesas,
dos quais fui, noite e dia, sendo escrava.

“Fui (o)a fiel-conviva-de-banquetes”
Estrangulada por mãos, quais torniquetes,
e desprezando o vôo dos pardais,

“Subi-me ao céu nas canas dos foguetes”;
Vi homens a tombar, feitos joguetes
De uns poucos que “voavam” muito mais…

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