Morrendo

Morrendo

Morrendo

A luz do sol morrendo o entardecer
me toca o rosto em beijo de ternura
e neste instante terno me conjura
a relembrar, na cruz, teu padecer!…

Tal como o astro, tu que de alma pura
perdão vieste ao mundo oferecer
também eu vejo, à tarde, em dor, morrer
por meu pecado atroz… Minha loucura…

Tu ressurgistes ao terceiro dia
trazendo o meu perdão e, eu que morria,
vi transformada em bênçãos minha história.

Também, o sol, virá pela alvorada…
Por tão tamanha graça me ofertada
que eu viva pra Tua honra e pra Tua glória!

Soneto: Morrendo – Paulo Braga Silveira Junior – Maio/2020

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SEDUZIDA (Irani Alves de Genaro)

O céu, que um dia nos cobriu de cores,
Hoje chora por nós como a canção
Que entoa versos para outros amores
Perdidos como nós na solidão…

Mas eu irei contigo aonde tu fores
Para atender a voz do coração,
(Nosso jardim anda esperando as flores)
Por que deixar morrer essa paixão?

E que mal haveria no Universo,
Que deixa nosso amor assim disperso,
Se o nosso amor provém do paraíso?

Sou ave que a voar da flórea rama
Atende ao teu feitiço que me chama
E pousa como um beijo em teu sorriso.

INJUSTIÇA (Irani Alves de Genaro)

Sempre a explorar o seu espaço aberto
Um pássaro afoito e aventureiro,
Seu fofo ninho deixa, e incerto
Parte em busca de um sonho corriqueiro!

Tem paixão pela flor entreaberta,
Que logo o conquista por inteiro;
Como um vício do qual não se liberta,
Passa o dia a brincar no pessegueiro!

No ninho, a lhe esperar, a companheira
Que a ele dedicou-se a vida inteira,
Aflita olha o tempo que escorre!

Enquanto à florzinha colorida,
Ele canta, esquece a própria vida,
No leito a companheira (doente) morre.

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