Negra

Negra

Negra

É negra como a noite e, como tal,
me chega sempre tão serenamente
de estrelas enfeitadas tão somente
no brilho em seu olhar, proposital!…

É o fogo de paixão que traz na mente,
desejo sedutor, febril, carnal,
e eu posto à condição de vil mortal
me encanto em vê-la nua e tão carente…

Me farto de suas coxas, ventre, seios,
e lhe devoro de todos os meios
à desfrutar-lhe a polpa suculenta…

É bela em toda a curva que lhe enfeita
e, com prazer, meu corpo ao seu se ajeita
amando o belo que a sua cor ostenta!

Soneto: Negra – Paulo Braga Silveira Junior – Junho/2020

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REMORSOS (Odir Milanez da Cunha)

Que fiz da vida que nasceu comigo?
Por que o remorso pesa em meu passado?
Por que não me arrisquei ante o perigo,
para criar o que não foi criado?

Poderia ter sido mais amigo,
amar demais e ser bem mais amado,
poderia ter dito o que não digo
ou, em vez de dizer, ficar calado…

Dos dias me esqueci do entardecer.
Agora só me resta conhecer
que o futuro presente me reclui.

Se nas horas dos dias de crescer
eu sonhava com o que queria ser,
hoje sonho em ter sido o que não fui.

NA PONTA DO NARIZ (Odir Milanez da Cunha)

Por pouco, muito pouco, por um triz,
quase que te beijei a rubra boca!
Eu não sei se feliz ou infeliz
senti-me, ao te sentir distância pouca!

Na verdade, eu bem quis e você quis
tentar a tentação (tontice louca!),
ao nos tocar na ponta do nariz,
as nossas mãos geladas, a voz rouca…

Desse encontro depois, não mais te vejo.
Por quem és, onde estás… Ninguém me diz.
Eu só sei seres sombra de um desejo!

E como me faz falta ou que não fiz:
festejarmos na boca o primo beijo,
ao nos tocar na ponta do nariz!…

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