No Amor

No Amor

No Amor

Às vezes falta a rima para o verso
e, em outras, falta o verso para a rima!…
No amor há sempre alguém que se redima
por mais seja, o argumento, controverso.

O astral pode ser bom, nos pôr pra cima
ou ter o efeito em nós, pra azar, reverso;
Há cio voraz, por tal clamor, perverso
e algum que nem pra diversão se anima!

Eu creio que entre nós a rima é boa
e, controverso, o verso a dois ecoa
com tal paixão que, a alma, nos redime…

O nosso astral é cio fervente, em chama
e, quando a carne pede e nos conclama,
bem mais ardente o nosso amor se exprime!

Soneto: No amor – Paulo Braga Silveira Junior – Maio/2020

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À PRIMEIRA VISTA (Amilton Maciel Monteiro)

Você nem imagina a maravilha
que foi dobrar a esquina e, de repente,
cruzar com um olhar resplandecente ,
que eu nunca imaginei ver nesta ilha!

Olhar tão meigo, doce e sorridente,
que até pensei: – mas haverá partilha
em tal luzeiro que por si rebrilha
com simpatia e graça, claramente?

Mas foi assim o início deste amor
que há muito tempo estava semeado
em nosso peito seco e estorricado…

Mas um cupido muito protetor
regou-nos com a doçura altruísta…
e nos amamos à primeira vista!

A VELHA PRAÇA (Amilton Maciel Monteiro)

Passou o tempo meu… Está distante,
mas a memória cheia de carinho
guardou a praça em que brinquei bastante
na meninice, atrás de passarinho…

Agora, desgastado e claudicante,
saudoso quis revê-la. Fui sozinho
e lá cheguei cansado, já arquejante,
de tanto que eu errei em seu caminho…

Achei a velha praça quase igual…
Mesmo passados mais de oitenta anos,
não perde a pacatez tão medieval…

Revejo meus amigos bem idosos,
iguais a mim no porte e em desenganos,
mas, bendizendo a vida! Estão ditosos!

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