Papel

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Eu ponho no papel meus sentimentos
às vezes meramente por acaso
mas é no branco dele que a alma vazo
sangrando em letras os meus pensamentos.

Não tenho para tal nem tempo ou prazo;
apenas lhe confesso os meus momentos
qual fossem, do que sinto, fragmentos
que em lágrimas de escrita ali extravaso!

Não sei lidar melhor com meus conflitos
sequer bem me expressar quando em atritos
e sei que discussão nunca é bem-vinda…

Prefiro eu escrever… Calar, também,
pois que o papel me escuta muito bem
e tem comigo uma paciência infinda!

Soneto: Papel – Paulo Braga Silveira Junior – Julho/2020

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Contraste (Ângela Eveline Santos)

No âmago dos bosques penumbrosos,
a solidão parece que tem vida
e a lua, sobre o lago refletida,
de luz compõe harpejos harmoniosos.

Pela amplidão, em salmos amorosos,
sussurra a brisa numa voz sentida
e a natureza escuta enternecida
os cânticos dos astros luminosos.

Mas na beleza existe sofrimento…
Senhor, tudo se perde num lamento
dentro deste contraste que intimida!…

E ao lembrar-me de vós crucificado
vejo na névoa imensa do passado
a ironia satânica da vida.

Doce Amor (Ângela Eveline Santos)

Em fascinantes noites silenciosas,
as cintilantes luzes se espargindo
clareiam tredas sombras misteriosas
para deixar que o amor seja bem vindo.

Em tardes e manhãs maravilhosas,
as flores dos meus sonhos vão se abrindo
e imploro ao Deus das plagas luminosas
que sempre o doce amor eu vá sentindo.

Desejo amar em paz, sem sofrimento,
que não pode existir o amor tormento
para as serenas almas sonhadoras.

Se a vida sofre sobre um mar de escolhos,
que nunca o amor precise ter abrolhos,
que seja flor e luz confortadoras.

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