Parti

Parti

Parti

Quem sabe, antes de mim parti embora
e nem notei que houvera, então, partido?!…
Me fui desde que sou desiludido
sequer pensando no eu que sou agora!

Saí na escuridão, igual bandido,
fugindo dos meus erros lá de outrora
e só depois de um tempo, e com demora,
descubro o mundo aqui sem mais sentido.

Pergunto-me na voz de um violão
pra ver se ainda me encontro na canção
por crer que ainda não seja muito tarde…

Talvez me encontrarei, de um bar, à mesa
a me afogar em prantos de tristeza
lembrando-me de mim numa saudade!…

Soneto: Parti – Paulo Braga Silveira Junior – Maio/2020

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OS PRATOS DE VOVÓ (Antonio Roberto Fernandes)

A minha avó guardava, com alegria,
muitos pratos, lindíssimos, de louça
que ganhou de presente, quando moça,
e que esperava usar – quem sabe? – um dia.

Mas a vida passando tão insossa
e nada de importante acontecia
e ninguém pra jantar aparecia
que compensasse abrir o guarda-louça.

Vovó morreu. Dos pratos coloridos
que hoje estão quebrados e perdidos
ela jamais usou sequer um só.

Assim também meus sonhos, tão guardados,
terão, por nunca serem realizados,
o mesmo fim dos pratos de vovó.

SEM MEDIDA (Antonio Roberto Fernandes)

Quem diz que ama muito ou pouco, mente
ou não conhece o amor, na realidade,
pois não se mede o amor em quantidade,
se ama ou não se ama, simplesmente.

Quem ama, embora sonhe com a eternidade,
ainda assim não sonha o suficiente
e em nada modifica o amor que se sente,
seja na dor ou na felicidade.

Não há um meio olhar ou um meio beijo.
Ninguém tem dez por cento de um desejo
nem existe carícia desmedida.

E o amor, sem ter tamanho, é tão profundo
que podemos achá-lo num segundo
ou procurá-lo, em vão, por toda vida.

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