Porto seguro

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Porto seguro

Eu ria o encanto dado em tua risada
e muito me alegrava o teu sorriso
sem mesmo perceber que me era isso
a graça que de ti era ofertada!

Tu me levavas nela ao paraíso
deixando essa minh’alma confortada
e, dessa bênção toda desfrutada,
um mundo bem melhor hoje diviso.

Foi este riso franco e verdadeiro
que me refez na vida, por inteiro,
tornando, esse que sou, alguém mais puro!

O riso meu se fez igual ao teu
e, pego na paixão, se converteu
ao encontrar no amor porto seguro!

Soneto: Porto seguro – Paulo Braga Silveira Junior – Junho/2020

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O CÉU (Vasco de Castro Lima)

Chama-se céu o ninho onde supomos
Que exista um mundo de felicidade;
Sombra de árvore boa, cujos pomos
Têm a doçura da imortalidade.

Consiste o céu nos sonhos policrômos
Que guardamos no fundo da saudade;
É o caminho sereno que transpomos
Na vida, distribuindo caridade.

O céu, isso a que chamam paraíso,
Pode ser a alvorada de um sorriso,
Ou a esperança que a alma humana encerra.

Pode voar ou pode andar de rastros,
No orgulho vão que sobe para os astros,
Na humildade que desce para a terra.

COLHEITA (Vasco de Castro Lima)

Surge o coro dos pássaros cantores
na catedral pagã da mataria.
O milho ruivo e os pomos tentadores
cobrem a terra pródiga e sadia.

É o tempo da colheita. Os segadores
remoçam, cantam, choram de alegria.
Como prêmio ao suor dos lavradores,
não vai faltar o pão de cada dia.

Garças esbeltas, de alva formosura,
passeiam pelo campo aquela alvura
que põe, no verde, branquidões bizarras.

E o coqueiro se curva, satisfeito,
porque ainda vibra, dentro do seu peito,
o zunido estridente das cigarras…

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