Selvagem

Selvagem

Selvagem

Selvagem, como fera em plena mata,
mas presa suculenta ao caçador
expõe-se, ao se arriscar ao predador,
descrente de que o mesmo, enfim, lhe abata!

Simula ser ingênua para o amor,
santinha, sem malícia e até beata,
mas posta à cama é sedução, é gata
a se esfregar intensa e sem pudor.

Aí que o jogo muda e, de invertida,
a caça é pega, presa e abatida
nos laços da paixão que a fez gemer…

Arfando a excitação, sem fuga à vista
nem forças mais que a tal prazer resista
lhe resta, ao pleno gozo, se render!

Soneto: Selvagem – Paulo Braga Silveira Junior – Maio/2020

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UMA ÁRVORE (João Roberto Gullino)

Árvore preciosa quando existe,
de amizade foi tão bem batizada,
nasce ao acaso até sem ser semeada,
mesmo na tempestade ela resiste.

Se cuidada e mantida, ela persiste
em ficar bem florida e desdobrada,
quando ramificada e não podada
no modelo do belo em que consiste.

Se cultivada, para ser bem forte
não basta uma estrutura simplesmente,
há que ter das raízes o suporte.

Apenas, muito régia, toda pura,
mas de fragilidade assim patente,
morre pela mais leve arranhadura…

SEXO FRÁGIL (João Roberto Gullino)

Ela tem tanto mistério e tanta graça,
no seu encanto tem rara beleza,
não lhe falta vigor nem sutileza,
nem a delicadeza no que faça.

Sexo fraco é, mas bem que despedaça
e derruba a mais dura fortaleza,
com sua forte e doce natureza,
e a determinação como couraça.

É sempre, em cada vida, uma constante,
transformando em fração cada segundo,
pela maneira meiga e insinuante.

É, na verdade, um ser mais que profundo
como quando mulher, mãe ou amante,
ajoelhado aos seus pés, rende-se o mundo !

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