Soneto: Apenas dê-me um gole (Paulo Braga)

Soneto: Apenas dê-me um gole (Paulo Braga)

Soneto: Apenas dê-me um gole (Paulo Braga)

Apenas dê-me um gole de esperança…
Um só; já me será bom o bastante!
Por mais seja, o destino aquém, distante
num pouco muito além meu ser avança!

Descri da fé na conta resultante
por quem perdido em mim desde criança
e o ser que na minh’alma ali descansa
prossegue a passo lento e relutante.

Um pouco de esperança e só, me basta;
e essa carcaça que meu ser arrasta
terá da chance de sobrevivência…

Me faça ter, do teu amor, fiança
enchendo o peito meu desta esperança
e par seremos de uma só essência!

Soneto: Apenas dê-me um gole – Paulo Braga Silveira Junior – Janeiro/2020

Apenas dê-me um gole! Veja Outros Sonetos

O tempo aqui

Mesmo em secreto

Pernas pro ar

No Cio

Busque Amor novas artes

O nosso amor

Poesia, Poema e Soneto… Florbela

Filha de Antónia da Conceição Lobo e do republicano João Maria Espanca (1866-1954), nasceu no dia 8 de dezembro de 1894 em Vila Viçosa, no Alentejo. O seu pai foi sobretudo um antiquário e um fotógrafo, tendo também ganho a vida com outras atividades, como a de projeção de filmes.

O seu pai era casado com Mariana do Carmo Inglesa Toscano, que era estéril, sendo filho de José Maria Espanca (1830-1883) e Joana Fortunata Pires Espanca (1830-1917). Com a autorização da mulher, João Maria relacionou-se com a camponesa Antónia da Conceição Lobo, filha de pais incógnitos, criada de servir, mulher bela e vistosa. Assim nasceram Florbela e, três anos depois, Apeles, em 10 de março de 1897, ambos registados como filhos de Antónia e pai incógnito. João Maria Espanca criou-os na sua casa. Apesar de Mariana ter passado a ser madrinha de batismo dos dois, João Maria só reconheceu Florbela como a sua filha em cartório 18 anos após a morte desta.

Flor d”Alma da Conceição

Entre 1899 e 1908, Florbela Espanca frequentou a escola primária em Vila Viçosa. Foi naquele tempo que passou a assinar os seus textos Flor d’Alma da Conceição.

As suas primeiras composições poéticas datam dos anos 1903-1904: o poema “A Vida e a Morte”, o soneto em redondilha maior em homenagem ao irmão Apeles e um poema escrito por ocasião do aniversário do pai “No dia d’anos”, com a seguinte dedicatória: «Ofereço estes versos ao meu querido papá da minha alma» . Em 1907, Espanca escreveu o seu primeiro conto: “Mamã!” No ano seguinte, faleceu a sua mãe, Antónia, com apenas 29 anos, vítima de nevrose.

Em 1913, casou-se em Évora com Alberto de Jesus Silva Moutinho, seu colega da escola. O casal morou primeiro em Redondo. Em 1915, instalou-se na casa dos Espanca em Évora, por causa das dificuldades financeiras.

Em 1919, saiu a sua primeira obra, Livro de Mágoas, um livro de sonetos. A tiragem (duzentos exemplares[5]) esgotou-se rapidamente.[6] Um ano mais tarde, sendo ainda casada, a escritora passou a viver com António José Marques Guimarães,[6] alferes de Artilharia da Guarda Republicana.

Em meados do 1920, interrompeu os estudos na Faculdade de Direito. Em 29 de Junho de 1921, pôde finalmente casar-se com António Guimarães. O casal passou a residir no Porto, mas, no ano seguinte, transferiu-se para Lisboa, onde Guimarães se tornou chefe de gabinete do Ministro do Exército.[5] Neste ano, o seu pai divorcia-se de Mariana, casando no ano seguinte com Henriqueta de Almeida.

(Dados: Wikipédia)

O Soneto: Apenas dê-me um gole

O Soneto: Esperança compõe a obra de mais de 2300 sonetos de Paulo Braga Silveira Junior. Parte dessa obra é encontrada em Poesia em Sonetos. Também pode ser adquirida em E-book clicando AQUI.

3 Comentários

Deixe uma resposta


%d blogueiros gostam disto: