Soneto: No entardecer (Paulo Braga)

Soneto: No entardecer (Paulo Braga)

Soneto: No entardecer (Paulo Braga)

No entardecer, por fim, desta existência;
na hora da partida anunciada
me lembrarei dos campos na jornada
floridos pelo amor na sua essência!…

Recordarei do aroma na florada
enchendo os meus pulmões de resiliência
e, grato pela mão da providência,
eu bendirei a sorte me ofertada.

Trarei no olhar o brilho da saudade;
na boca o gosto teu por prioridade
e. acesa ao peito, a chama da paixão…

Serás a última imagem vinda à mente
e eu te olharei nos olhos docemente
te amando até parar-me o coração!…

Soneto: No entardecer – Paulo Braga Silveira Junior – Janeiro/2020

Soneto: No entardecer. Vejam também Outros Sonetos

Mas como dói

Preciso pra viver

Amar-te eu quero

Na tarde

Constantes meus suspiros

Apenas dê-me um gole

Poesia, Poema e Soneto!… Raimundo Correa

Raimundo Correia (1859-1911) foi um poeta brasileiro, um dos mais destacados poetas do Parnasianismo, movimento essencialmente poético que reagiu contra os abusos sentimentalistas dos românticos.

Raimundo da Mota de Azevedo Correia, conhecido como Raimundo Correia, nasceu a bordo de um navio, na barra de Mangunça, município de Cururupu, Maranhão, no dia 13 de maio de 1859. Filho do desembargador português José da Mota de Azevedo Correia, descendente do duque de Caminha, e de Maria Clara Vieira da Mota de Azevedo Corrêa.

Formação
Raimundo Correia estudou no curso secundário no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Em seguida, ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Nessa época, participou da fundação da Revista de Ciências e Letras, que já se opunha aos ideais românticos.

Foi um entusiasta pela causa abolicionista e republicana. Foi ardente liberal e admirador das ideias socialistas de Antero de Quental, sendo levado a declamar em público os seus poemas.

Sonetos e Poesias – Carreira literária

Em 1879, ainda estudante, Raimundo Correia publicou “Primeiros Sonhos”, revelando forte influência de Gonçalves Dias, Castro Alves e de outros poetas românticos, recebendo críticas, porém, seus versos já anunciavam uma perspectiva de reformas, demonstrando grande preocupação com o formal.

Em 1882 formou-se em Direito. No ano seguinte, lançou seu segundo livro, Sinfonia (1883), com prefácio de Machado de Assis, assumindo o Parnasianismo propriamente dito, marcado pelo pessimismo e pelas reflexões de ordem moral e social.

Na coletânea de poemas da obra Sinfonia, encontram-se algumas das mais famosas poesias que o tornaram célebre, entre elas: As Pombas, Mal Secreto, Cavalgada e Americana.

No Parnasianismo brasileiro, Raimundo Correia é conhecido como o “Poeta das Pombas”. Junto com Alberto de Oliveira e Olavo Bilac forma a chamada tríade parnasiana.

Raimundo Correia é considerado o mais filósofo dos parnasianos.

Soneto: As Pombas – Raimundo Correa

Vai-se a primeira pomba despertada…
Vai-se outra mais… mais outra… enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada.

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada.

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem… Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais.

Por Dilva Frazão

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