Sorte

Sorte

Sorte

Dei sorte porque foi naqueles dias
em que a mulher se excita só de olhar
sentindo o peito arfante, a palpitar,
o ventre quente, as mãos carentes, frias!

Se aventurou, por sina ou por azar,
com intenções reais, francas, sadias,
de me envolver nas coxas tão macias
tal como abraça a areia o azul do mar.

Sem medo algum me procurou pro amor
sentindo da paixão todo o calor
a lhe queimar a carne de vontade…

Matei-lhe a fome, a sede de prazer,
e saciei-lhe em todo o seu querer
ciente haver, de nós, só a amizade!…

Soneto: Sorte – Paulo Braga Silveira Junior – Julho/2020

POESIA EM SONETOS

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Poesia, Poema e Soneto

Desencontro (José Antonio Jacob)

Vivíamos em plena sintonia
Dos sentimentos leves e saudáveis.
Éramos jovens almas agradáveis
De afeto, de carinho e de alegria.

A paz intimamente nos sorria
Em saudações contínuas e amigáveis;
Os dias alongavam-se amoráveis,
Corria o tempo e a vida decorria.

Na ingenuidade dos adolescentes
Jamais soubemos da desesperança
Das trilhas, de um desvio repentino.

Depois seguimos rumos diferentes:
Eu regressei na estrada da lembrança
E ela seguiu nos braços do destino.

Desenganos (José Antonio Jacob)

Vai longe, na memória da distância,
Mesmo assim achegou-me uma vontade
De reaver meus petrechos de saudade
Nos verdes arraiais da minha infância.

Devagar fui perdendo com a idade
O tom das cores e o éter da fragrância
Das flores que ficaram nessa estância
Que é o meu canteiro bom da mocidade.

É que eu saí da roça e andei descrente,
E lá deixei a última semente
Dos sonhos… ao verdejo dos quintais…

Depois, no decorrer dos desenganos,
Retrocedi no tempo muitos anos,
Mas não achei meus sonhos nunca mais.

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