Sussurra

Sussurra

Sussurra

Sussurra aos meus ouvidos tua ausência
clamando que eu me entregue, corpo inteiro,
à busca de encontrar-te, enfim, ligeiro,
e sufocar de vez essa carência!…

O apelo é contundente e, em mim, certeiro
pois sinto do querer a efervescência
e tenho, por real aqui, ciência
que tens saudades desde teu guerreiro.

Em breve a hei de ter junto comigo
e tu terás do colo meu o abrigo
e meus carinhos fartos de ternura…

Teremos beijos tantos, mil abraços,
firmando, deste amor em nós, os laços
sem medos, sem pudor e sem censura!

Soneto: Sussurra – Paulo Braga Silveira Junior – Abril/2020

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Poesia, Poema e Soneto

Sete anos de pastor (Secchin) dedicado a Ângela Beatriz de Carvalho Faria

Penetro Lia, mas Raquel é quem me move,
e faz meu corpo desatar toda alegria.
Se tenho Lia, minha pele não navega
Nada além de nada em névoa fria.

Sete anos galopando em Lia e tédio,
sete anos condenado ao gozo escuro.
Raquel me tenta, se me beija Lia
Minha boca é não, e minha mão é muro.

Labão, o puto, perdoai-me nesse instante,
adoro a dor que doer em minha amante,
Vou cravar-lhe um punhal exausto e certo,

doar seu sangue ao livro e à ventania.
Quieta Lia será terra em que os cavalos
vão pastar, sob a serra e o deus do dia.

Soneto I (Hardi Filho)

Quando o manto da noite tenebrosa
cair sobre minha alma sonhadora,
aniquilando os sonhos cor-de-rosa,
tornando mudo o que sonante fora…

Ó anjo meu, de cabeleira loura!
Eu falo a ti, a sílfide formosa!
Tu, que és minha paixão imorredoura,
que és minha crença edênica, ardorosa:

Não deixem que me levem para alguma
caverna onde se acabem, uma a uma,
as minhas tristes células paradas.

Quero que o sol surgindo em outro dia
lance seus raios pela relva fria
e aqueça as minhas cinzas orvalhadas.

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