Talvez

Talvez

Talvez

Talvez o azul do céu tenha mudado;
talvez meus olhos viram mais as cores…
Talvez quiseram ver melhor as flores,
talvez, quem sabe, o sol tenha brilhado!…

Talvez eu me esqueci de tantas dores,
talvez não viva, apenas, só cansado!…
Talvez o mundo tenha melhorado…
Talvez deixei de lado os meus pudores…

Talvez seja o meu corpo entregue à fome,
talvez a carne, ao fogo que a consome,
talvez o anseio da primeira vez…

Talvez me seja apenas teu encanto…
Talvez o teu querer, pra meu espanto…
Talvez tomou-me, o amor por ti…Talvez!

Soneto: Talvez – Paulo Braga Silveira Junior – Junho/2020

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LÁGRIMAS (Ruth Gentil Sivieri)

Quando a dor se instala em nosso peito,
sem sabermos o quanto nos consome,
das lágrimas não temos o direito
de dar a esse sentimento um nome!

Ingratidão, suplício de saudade,
algo dorido preso dentro d’alma,
tristeza a parecer, que nos invade
e somente com lágrimas se acalma!

As lágrimas são dívidas da dor.
Denotam, poucas vezes alegria,
manifestam, bem mais, um desamor.

Quando a dor minhas lágrimas anuncia,
talvez tenha perdido um grande amor
ou talvez seja só melancolia!…

LÁGRIMAS (Odir Milanez)

As lágrimas, princípios do final,
conhecem os caminhos de meu rosto.
Os caminhos correndo com tal gosto,
que mais parecem pingos de cristal!

E passeiam por mim, tão natural,
que não precisam de qualquer desgosto.
Vestindo orvalho, em gotas de sol posto,
de vez em quando fazem carnaval!

Às lágrimas sentidas não me nego,
nem me furto, nem sou-lhes adverso,
são parceiras perenes de meu ego!

Para meu pranto não deixar disperso,
seja lá onde for, eu as carrego,
em minh’alma, no rosto, em cada verso!…

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