Vem!

Vem!

Vem!

Vem terna; dá-me um beijo e, então, me abraça;
me dispa a tua essência em manso olhar
de forma que eu te possa contemplar
enquanto o amor nos prende e, em nós, se enlaça!

Quero a nudez das almas par a par
com toda essa paixão nos dada em graça
e ver-te, a se entregar com toda a raça,
desperta à luz serena de um luar.

Sem pressa, vem… Desvende o instante dado
até sentir teu corpo em paz, saciado,
vencido de prazer no encaixe ao meu…

Não temas ver que o sonho a dois desperto
nos deu, pelo destino, o rumo certo
e que, vive-lo, bom nos foi… Valeu!

Soneto: Vem! – Paulo Braga Silveira Junior – Junho/2020

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AMANHECER (Maria Helena)

Acordam as olaias desgrenhadas
Pelo frémito de asas em partida…
E alegremente, os dedos das ramadas
Apontam a vertigem da subida.

As serras, verticais, mal desenhadas,
Vestem a festa duma cor garrida.
Na expressão das papoilas encarnadas
Canta a certeza física da vida.

O azul do Céu tem laivos carmesins,
E no esplendor de uma alegria sã,
A terra germinou, cheia de graça.

E a vida sabe a fontes e jardins
Quando o deus Sol na orgia da manhã
Abre rosas na alma de quem passa.

INDECISÃO (Maria Helena)

Posso lá prosseguir na caminhada!
Andar com segurança para a frente,
Se uma dúvida atroz e permanente
Enche de névoa a lucidez da estrada!

Se o sangue exige em voz alvoroçada
E tenta impor a sua cor presente,
Logo a renúncia ensombra de poente
O que nunca passou de madrugada.

Seja a hora confusa ou cristalina,
Sempre a mesma incerteza em combustão,
Sempre a dúvida a erguer-se em cada esquina.

Eu sei lá qual das duas tem razão:
Se a minha alma a afirmar que sou divina,
Se as minhas veias a gritar que não…!

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